UNIVERSIDADE
DE BRASÍLIA
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INSTITUTO DE
LETRAS
TEL - DEPTO DE TEORIA LITERÁRIA E LITERATURAS
DISCIPLINA : Literatura
Brasileira – Realismo
Prof. Dr. André Luís Gomes (andrelg@unb.br/ andrelg.unb@uol.com.br)
Ementa:
Realismo. Visão estética e condicionamento. Renovação estilística. A ficção e teatro realista/naturalista. A técnica impressionista.
Conteúdo:
1. O realismo/naturalismo:
estética cientificista
1.1 O Ideário do Realismo.
1.2 O realismo/naturalismo na França e em Portugal
1.3 A Recepção do naturalismo nos palcos brasileiros
2. Machado de Assis: história
e crítica
2.1 A vida e obra: implicações e ressonâncias
2.2 A História e ficção machadiana: margens e fronteiras
2.3 Ciência e Ideologia na prosa machadiana
3. Machado de Assis: a crítica
machadiana
3.1 A crítica literária
3.2 A crítica teatral
4. Técnica Narrativa: o
romance de Machado de Assis
4.1 Perspectiva narrativa no romance de Machado de Assis.
4.1.1 Memórias Póstumas de Brás Cubas: cientificismo e ideologia.
4.1.2 Brás Cubas: o romance e a adaptação fílmica.
4.2 Intertextualidade: diálogos críticos e analíticos em Dom Casmurro
4.3 Transformação pessoal e social em Quincas Borba.
5. Os contos machadianos
5.1 Discussões sociais no conto machadiano: “O caso da vara”.
5.2 “Missa do Galo”e “O Espelho”: entre a sedução e a contenção.
6. O teatro realista naturalista
6.1 O teatro e a crítica teatral de Machado de
Assis
6.1 Leitura dramática e análise de peças machadianas:
6.1.1 Queda que as mulheres têm pelos tolos”;
6.1.2 Quase ministro” e
6.1.2 “Hoje avental, amanhã luva”
6.2 O drama do adultério em Lição
para maridos, de Aluísio Azevedo e Emílio Rouède.
7. O realismo/naturalismo no
Brasil/Aluísio Azevedo e Domingos Olímpio
6.1 Aluisio Azevedo: entre a ficção e a História em Casa de Pensão.
6.2 Luzia Homem, de Domingos Olimpio
Bibliografia:
De caráter geral:
AUERBACH, Erich. Mimesis: A representação da realidade na literatura ocidental. 5a ed. São Paulo: Perspectiva, 2004.
BALZAC, Honoré de. Eugenie Grandet. Paris, Gallimard, 1972.
_______. “Avant-propos” à La Comédie
Humaine. Paris, Gallimard, 1937.
BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. 32 ed. São Paulo: Cultrix, 1999
CHALHOUB, Sidney e PEREIRA, Leonardo ª de M. (orgs.) A história contada: capítulos de história social da literatura brasileira. Rio de Janeiro, 1998, p. 15-32.
FLAUBERT, Gustave. Três contos. Tradução: Flávio Moreira da Costa. Porto Alegre: L&PM, 2006.
LUKÁCS, Georg. “Narrar ou descrever” em Ensaios sobre literatura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965.
MERQUIOR, José G. De Anchieta a Euclides (Breve história da literatura brasileira). Rio de Janeiro: José Olympio, 1979.
QUEIRÓS, Eça de. O Primo Basílio. São Paulo: Ática, 1976.
RIBEIRO, João. O que é positivismo. São Paulo: Brasiliense, 1998.
ZOLA, Emile. Thérese Raquin. Paris: Flammarion, s.d.
_____. Le Roman Expérimental. Paris:
Garnier-Flammarion, 1971.
______. Crítica Teatral. Rio de Janeiro/São Paulo/ Porto Alegre: W. M. Jackson Inc. Editores,
1957.
______. Os melhores contos de Machado de Assis.Seleção: Domício Proença Filho. 10ª ed. São Paulo: Global, 1996.
______. Teatro. Rio de Janeiro/São Paulo/ Porto Alegre: W. M. Jackson Inc. Editores, 1957.
AZEVEDO, Aluisio. Cortiço: Texto integral(o). 29. ed. São
Paulo: Ática, 1996.
OLIVEIRA, Domingos. Luzia Homem são
Paulo: Ática, 1998.
Teatro de Aluísio Azevedo e
Emílio Rouède/ edição preparada por João Roberto Faria. São Paulo: Martins
Fontes, 2002 (Coleção Dramaturgos do Brasil)
Teatro de Machado de Assis/ edição preparada por João Roberto Faria. São Paulo: Martins Fontes, 2003 (Coleção Dramaturgos do Brasil)
BOSI, Alfredo, GORBUGLIO, José Carlos; CURVELLO, Mário; FACIOLI, Valentim. Machado de Assis – Antonlogia e estudos. São Paulo, Ática, 1982.
BOSI, Alfredo. “O enigma do olhar”. In: O Enigma do olhar. São Paulo: Ática. 1995.
____________. “ Brás Cubas em três versões” em Teresa: revista de literatura brasileira/Programa de Pós graduação da Área de letras Clássicas e Vernáculas. FFFLCH. São Paulo: Ed. 34: Impensa Oficial, 2006. p.279-317.
CANDIDO, Antonio. “Esquema de Machado de Assis” em Vários Escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1995, p. 17-39
_______. “Machado de Assis de outro modo” em Recortes. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 105-109.
CHALHOUB, Sidney. Machado de Assis, Historiador. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
CUNHA, Cilaine Alves. “Tristezas de uma geração que termina” em Teresa: revista de literatura brasileira/Programa de Pós graduação da Área de letras Clássicas e Vernáculas. FFFLCH. São Paulo: Ed. 34: Impensa Oficial, 2006. p. 31-55.
FAORO, Raimundo. Machado de Assis: a pirâmide e o trapézio. 2 ed. São Paulo: Ed. Nacional, 1976.
GLEDSON, John. Machado de Assis: Ficção e História. Trad. Sonia Coutinho. 2 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2003.
_______. Machado de Assis: Impostura e realismo: uma reinterpretação de Dom casmurro. São Paulo: Cia Das Letras, 1991.
GOMES, Eugênio. Machado de Assis. Rio de Janeiro: Livraria São José, 1958.
GOMES, Roberto. O alienista: loucura, poder e ciência. Tempo Social, n.5, v.1-2, p. 145-160, 1994.
LIMA, Luiz Costa. “Machado de Assis e a inversão do veto” em O controle imaginário: razão e imaginação no Ocidente. São Paulo, Brasiliense, 1984.
MAGALHÃES Jr., Raimundo. Machado de Assis desconhecido. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1957.
______. Vida e Obra de Machado de Assis. IV vol. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981.
MURICY, Kátia. A razão cética (Machado de Assis e as questões do seu tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
PEREIRA, Astrogildo. Machado de Assis. Rio de Janeiro: Liv. São José, 1959.
REGO, Enynton de Sá. O calundu e a panacéia (Machado de Assis, a sátira menipéia e a tradição luciânica). Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.
ROMERO, Sílvio. Machado de Assis: Estudo comparativo de Literatura Brasileira. Campinas: Editora da UNICAMP, 1992.
ROUANET, Sérgio P. Machado de
Assis e a Estética da Fragmentação. Revista Brasileira n.3, p.
59-82, 1995.
_______. A propósito de Canudos:
Machado de Assis e Gilberto Amado. Revista Brasileira n. 6,
p. 40-47, 1996.
SARAIVA, Juracy. O circuito das memórias em Machado de Assis. São Paulo – São Leopoldo: EDUSP – Editora Unisinos, 1993.
SCHWARZ, Roberto. Ao vencedor as batatas. 4 ed. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1992.
______. “A velha pobre e o retratista”. In: SCHWARZ, Roberto, org. Os pobres na literatura brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1983.
______. Um mestre na periferia do capitalismo/Machado de Assis. São Paulo: Duas Cidades, 1990.
______. Duas Meninas. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
SENNA, Marta de. O Olhar oblíquo do bruxo: ensaios em torno de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.
SOUZA, Ronaldes de M. O Princípio da reversibilidade em Machado de Assis. Revista Humanidades. Brasília, n, 29, p. 335 – 345, 1992.
CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
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Datas |
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MARÇO
|
MARÇO
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13 |
Apresentação do programa, clarificação do método de trabalho e de avaliação. Explicação sobre os livros listados na bibliografia. |
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15 |
A literatura brasileira: dos primórdios ao Romantismo (caráter revisional). |
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20 |
O realismo na França Texto crítico: Germinie Lacertaux (AUERBACH) |
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22 |
O Realismo na
França Análise de romances franceses. Madame Bovary,
de Gustave Flaubert (versão fílmica) |
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27 |
O Realismo na
França Análise de romances
franceses LEITURA: ou Thèresè Raquin ou Germinal, de Émile Zola. |
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29 |
O realismo/naturalismo na França e em Portugal (Flaubert/Eça de Queirós) A poesia realista em Portugal/Brasil |
|
ABRIL |
ABRIL |
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03 |
O crítico machado de Assis: “O guarani” e “O Primo Basílio”. As idéias sobre teatro de
Machado de Assis: dramaturgo e
crítico teatral. Texto: Idéias sobre teatro |
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05 |
O romance romântico machadiano. LEITURA: Memórias
Póstumas de Brás Cubas O romance realista de Machado de Assis: Memórias
Póstumas de Brás Cubas Texto crítico: “Brás Cubas e as mulheres” (CHALHOUB) “O calundu e a panacéia” (REGO, Enylton de Sá)
“A velha pobre
e o retratista”. (SCHWARZ) |
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10 |
Brás Cubas: o romance e o filme
Leitura e análise do romance e da adaptação fílmica.Análise do romance
Dom Casmurro Texto crítico: “A poesia envenenada em Dom Casmurro” (SCHWARZ) |
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12 |
Atividade de verificação e análise de leitura (1): Quincas Borba ou preparação de seminário) |
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17 |
Apresentação oral: análise do romance Quincas Borba. (seminário) |
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19 |
PRIMEIRA AVALIAÇÃO |
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24 |
Leitura e análise do conto “O caso da vara” |
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26 |
Leitura e discussão analítica dos contos “Missa do Galo” e “ O Espelho” |
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MAIO |
MAIO |
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01 |
FERIADO |
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03 |
O teatro realista/naturalista |
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08 |
Atividade de verificação de leitura (2) “Queda que as mulheres têm pelos tolos |
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10 |
Atividade oral: análise da peça “Queda que as mulheres têm pelos tolos” (seminário) |
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15 |
Atividade de verificação de leitura (3) “Quase ministro” |
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17 |
Apresentação oral: análise da peça “Quase Ministro” (seminário) |
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22 |
Atividade de verificação de leitura (4) “Hoje avental, amanhã luva” |
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24 |
Apresentação oral: análise da peça “Hoje avental, amanhã luva”” (seminário) |
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29 |
Atividade de verificação de leitura (5) “Lição para maridos” |
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31 |
Apresentação oral: análise da peça “Lição para maridos” |
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JUNHO |
JUNHO |
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05 |
O Realismo- naturalismo no Brasil. Entre a ficção e a história em Casa de pensão, de Aluízio Azevedo. |
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07 |
FERIADO |
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12 |
Atividade de Verificação de leitura (6) Luzia-Homem, de Domingos Olímpio. |
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14 |
Apresentação seminário Luzia-Homem, de Domingos Olímpio. |
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19 |
SEGUNDA
AVALIAÇÃO |
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21 |
Segunda chamada avaliações |
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26 |
Apreciação da segunda avaliação. Fechamento de notas. |
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28 |
Avaliação do curso. |